Artigo: Educação para a vida

Instituto Antakarana Willis Harman - 27/05/2010

Quando fui convidada para colaborar e apoiar esta nova publicação que abre, a partir deste primeiro número, diálogos sobre desenvolvimento sustentável, aceitei com alegria. Diálogo é tudo que precisamos e precisaremos para qualificar as mudanças que estão acontecendo. E quando fui informada de que o principal mote da revista é a educação para a sustentabilidade, com uma abordagem que agrega boas informações, educação para ampliação da consciência e atitude sustentável, juntei esperança à nossa alegria. Afinal, quando falamos de atitude, diante de qualquer desafio, já aguardamos e sabemos que algo deverá acontecer. Atitude sempre qualifica uma ação.


No entanto, para que algo aconteça com qualidade, permitindo flexibilidade nas abordagens e nos temas, precisamos de um fio condutor (um antakarana) que consolide e direcione o propósito e o sucesso a ser atingido. Este fio condutor sempre é a expansão da consciência (informação + entendimento + valores éticos), um trinômio sem o qual nenhuma transformação é possível. Estudos indicam que só mudamos nossa mentalidade e postura diante da realidade, se compreendermos o que devemos fazer e nos propormos a fazer bem feito. Simples assim, mas desafiador: por isto a chamada crise que nada mais é do quer falta de informação adequada, de entendimento e de valores éticos.


Uma informação que poderá nos ajudar desde o inicio é saber quem são os interlocutores. Sugiro, inicialmente, uma busca sobre o ‘jovem brasileiro’ que representa nosso presente e nosso futuro, e o Instituto Antakarana Willis Harman apoiou a pesquisa. Esta foi feita e redigida por Fernanda Maschietto, estagiária de Relações Internacionais do Instituto e aluna de Graduação nesta área.


Vou transcrever as considerações assim como recebidas para que os leitores percebam a qualidade do que está apresentado e a seriedade com que foi elaborada.


Isto dito, vamos dialogar e trabalhar. De minha parte está aberto o diálogo, lembrando que investigar amigavelmente aparentes contradições só nos enriquece e que trocas de opiniões nunca gerarão discussões, debates ou disputas que nos levariam a medir forças.


Uma das organizações que represento tem como fundamento de trabalho duas afirmações valiosas:


– “É com uma atitude amigável – e um diálogo atento e respeitoso – que se alcançam os melhores resultados”


– “Uma transformação silenciosa e corajosa deve ser boa para as pessoas, para a sociedade, para o meio ambiente e para os negócios”.


Parece-me um bom começo.


Pesquisas de comparação entre jovens brasileiros e de outros países


A partir das pesquisas, constata-se que a maioria dos jovens de todo o mundo acredita que suas ações não têm grande impacto positivo na sua cidade e no mundo.


O brasileiro jovem, ciente da realidade de seu país, é exigente consigo mesmo e acha que não tem direito de ser apenas estudante, tem de trabalhar também; acha que seu futuro depende mais de seu esforço do que de políticas públicas eficazes; e acha que os próprios jovens precisam ser mais empenhados na sua formação.


O maior interesse dos brasileiros é com educação e carreira (mais do que a média mundial) e sua preocupação é com a “crescente sensação de que a escola tem perdido o sentido ou que, pelo menos, esse sentido não parece tão claro ou seguro”.


Desse modo, há uma aposta maior nas ações pessoais como meio para construírem uma vida melhor para si, e também no apoio familiar.


O resultado dessa exigência e consciência da importância das suas ações, pelo menos a nível individual, levou o jovem brasileiro a ser considerado o terceiro jovem mais empreendedor do mundo. 68% desses jovens empreendem por oportunidade e 32% por necessidade.


Apesar de estar convicto de que precisa batalhar para crescer, o jovem brasileiro é um dos mais otimistas da América do Sul. E tem mais esperança de felicidade para os próximos cinco anos do que qualquer outro jovem no mundo.


A conclusão a que se chega é que o jovem brasileiro se destaca entre os jovens dos outros países pela sua preocupação com a educação e a carreira e percebe que suas ações são importantes para seu desenvolvimento profissional e pessoal. O empreendedorismo é uma habilidade do jovem brasileiro, que sabe fazer uso das oportunidades para crescer.


O que falta ao jovem brasileiro é a consciência de que suas ações têm impacto não apenas sobre sua vida, mas também de toda a sua comunidade, cidade e mundo. Na pesquisa feita pela MTV é visível o desinteresse e falta de conhecimento dos jovens para com o meio ambiente, mas se comparado com os outros países, como na pesquisa do Instituto Akatu, o brasileiro demonstra maior conhecimento sobre a responsabilidade e consequência de seus atos. O jovem brasileiro precisa de uma educação escolar que incentive e desenvolva seu potencial, precisa de educação sobre o meio ambiente, precisa de educação que aumente seu interesse por política e sociedade, e precisa encontrar meios para poder desenvolver seu espírito empreendedor para contribuir para uma sociedade melhor.

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